Primeira menstruação é só o começo: o que o corpo da menina começa a dizer.
- Entre Laços As Maias

- 5 de mar.
- 3 min de leitura
Atualizado: 11 de mar.

Mais do que um evento hormonal, a menarca (primeira menstruação) marca o início da relação da menina com o próprio corpo — um momento que pede diálogo, escuta e orientação.
A primeira menstruação costuma ser vista apenas como um marco biológico da adolescência, um sinal de que o corpo começou a ciclar. Mas, na prática, ela representa algo maior: o início de uma nova relação da menina com o próprio corpo.
Durante a puberdade, o organismo passa por mudanças rápidas. Além das alterações hormonais, surgem transformações na postura, no padrão respiratório, na organização muscular e na forma como a adolescente percebe o próprio corpo. Nem sempre essa percepção acompanha a velocidade dessas mudanças.
Nesse período, podem surgir cólicas menstruais, dores lombares, tensão abdominal e outros desconfortos físicos. Também são comuns alterações posturais ou dificuldades em reconhecer os sinais do próprio corpo — algo esperado em uma fase de reorganização física e emocional. O problema é que muitos desses sinais acabam sendo naturalizados ou silenciados, como se fossem apenas parte inevitável da menstruação.
Mas a menarca também pode ser o início de um aprendizado importante: reconhecer o corpo, compreender suas mudanças e desenvolver consciência corporal.
O corpo muda — e precisa ser compreendido
O crescimento acelerado da puberdade exige que o corpo se reorganize. Músculos, articulações e padrões de movimento passam por adaptações enquanto o organismo amadurece. É um momento em que a menina está aprendendo a habitar um corpo que muda rapidamente.
Nesse cenário de transformações, a fisioterapia pode contribuir de forma significativa para o cuidado com o corpo feminino desde cedo. O trabalho fisioterapêutico nessa fase envolve:
Desenvolvimento da consciência corporal
Percepção da respiração
Organização postural
Estratégias de prevenção e manejo de dores e desconfortos comuns
Educação em saúde pélvica e corporal
Esse processo ajuda a adolescente a compreender melhor o funcionamento do próprio corpo e a reconhecer sinais físicos importantes, favorecendo uma relação mais saudável com as mudanças naturais da puberdade.
Quando a menina aprende desde cedo a observar e compreender seu corpo, ela desenvolve mais autonomia para cuidar da própria saúde ao longo da vida.
Um cuidado que acompanha toda a vida
O cuidado com o corpo feminino não começa apenas quando surgem sintomas. Ele pode — e deve — ser construído desde as primeiras fases da vida.
Esse olhar acompanha a mulher ao longo de diferentes momentos do ciclo feminino, da primeira menstruação ao envelhecimento. Quanto mais cedo a mulher aprende a reconhecer sinais do corpo, compreender suas mudanças e buscar orientação quando necessário, maior é sua capacidade de cuidar da própria saúde.
Conversas que ajudam a abrir caminhos
Na Durce Vita Saúde Integrada, dentro do Programa Ciclos Femininos — menarca, trabalhamos essa fase com base na experiência clínica da equipe de fisioterapia, associando conhecimento técnico a abordagens educativas e sensíveis.
Materiais de educação em saúde também têm papel importante, como:
A Menina que Virou Lua, de Morena Cardoso
O Diário de Adelaide, de Berenice Meuer
Essas obras abordam de forma ancestral e poética as transformações da menina e ajudam a abrir o diálogo entre meninas, mães e cuidadores, tornando a puberdade mais compreendida e acolhedora.
Um convite para aprender a escutar o corpo
A primeira menstruação não precisa ser vista apenas como um evento biológico. Ela pode ser também o início de um cuidado com o corpo que acompanhará a mulher ao longo de toda a vida.
Com diálogo, informação e orientação adequada, a menarca se torna muito mais que um marco biológico: é o início de uma relação consciente e respeitosa com o próprio corpo.
Para mães, educadoras e cuidadores, falar sobre o corpo com naturalidade é uma forma de cuidado. Quando ensinamos uma menina a escutar o que o corpo diz, ajudamos a formar uma mulher que saberá compreender, respeitar e cuidar de si mesma ao longo da vida.
Karina Durce – mãe, fisioterapeuta e docente na São Camilo. Diretora da clínica Durce Vita Saúde Integrada, atua transformando os ciclos femininos com saúde baseada em evidência e propósito. @durcevitafisioterapia

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conteudo incrivel!!
Eu amei como você abordou esse assunto de forma tão sensível e esclarecedora. A dica dos livros foi perfeita!