A importância da infância na formação da mulher
- Entre Laços As Maias

- 22 de mar.
- 3 min de leitura
Atualizado: 23 de abr.
A raiz está na infância
A infância é o período em que estamos mais abertos ao mundo. É quando aprendemos quem somos e quem acreditamos que precisamos ser. Esse aprendizado não vem só de grandes acontecimentos, mas principalmente das pequenas experiências do dia a dia.
Comparações constantes
Críticas repetidas
Falta de acolhimento emocional
Necessidade de aprovação
Ausência de escuta
Uma criança que ouve que é “sensível demais”, por exemplo, pode crescer acreditando que sentir é errado. Ela pode tentar lidar com tudo sozinha, o que pode gerar depressão, crises de pânico e ansiedade no futuro. Uma criança constantemente comparada pode crescer achando que nunca é suficiente. Aos poucos, isso vai formando padrões que moldam sua autoestima.
Baixa autoestima não nasce do nada
A baixa autoestima não aparece de repente; ela é construída. É resultado de experiências em que a criança não se sentiu:
Vista
Ouvida
Validada
Segura para ser quem é
Na vida adulta, isso pode se manifestar de várias formas. Algumas delas incluem:
Dificuldade de se posicionar
Medo de desagradar
Necessidade constante de aprovação
Autocrítica excessiva
Sensação de insuficiência
Aceitar relacionamentos abusivos
E, em muitos casos, pode evoluir para quadros mais profundos, como a depressão.
A depressão também tem história
A depressão não é fraqueza. Ela não é “falta de força de vontade”. Muitas vezes, é o acúmulo de dores não acolhidas: emoções silenciadas, sentimentos que não puderam ser expressos. É a história de uma criança que precisou deixar de ser quem é para ser aceita. Quando não aprendemos a lidar com o que sentimos, carregamos isso ao longo da vida. O corpo e a mente, em algum momento, pedem atenção.
E as birras? O que elas têm a ver com tudo isso?
Simplesmente tudo. A birra não é um problema; é uma forma primitiva de comunicação do ser humano em desenvolvimento. É o jeito que a criança encontra para dizer: “Eu não sei lidar com isso que estou sentindo.” Quando a criança faz birra, ela não está te manipulando ou testando sua paciência; ela está expressando algo que ainda não sabe nomear.
A forma como o adulto reage faz toda a diferença:
Se reprimida ou ignorada, a criança aprende que sentir é errado. Ela pode se tornar um adulto que acha que precisa dar conta de tudo sozinho, que explode por pequenas coisas, vive estressado ou recorre a drogas como fuga emocional.
Quando acolhida, guiada e compreendida, ela cresce aprendendo a lidar com suas emoções e se torna emocionalmente forte. E isso muda tudo.
O ciclo pode ser quebrado
Muitos adultos vivem dores emocionais profundas, sem perceber que estão repetindo padrões que começaram lá atrás. A boa notícia é que aquilo que foi aprendido pode ser resignificado. Ao olhar para sua história com consciência, você deixa de apenas reagir e começa a escolher. Você deixa de repetir padrões e passa a entender suas necessidades de desenvolvimento.
Cuidar da infância é cuidar do futuro
Educação emocional na infância não é apenas para crianças. É para criar adultos mais seguros, conscientes e emocionalmente saudáveis. Cuidar de uma criança é também cuidar do adulto que ela vai se tornar. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade de cura para quem educa.
Um novo olhar
Talvez você não possa mudar o que viveu, mas pode escolher o que faz com isso agora. Pode olhar para si com mais acolhimento, entender suas emoções, interromper padrões e construir uma nova história. Se existe algo que a infância nos ensina:
Tudo que não é cuidado continua pedindo atenção.
Tudo que é acolhido tem chance de ser transformado.
Sou Aline Dalto, atuo nas áreas de Neurociência, Parentalidade Consciente e Desenvolvimento Emocional. Meu trabalho é voltado para a compreensão dos impactos da infância na vida adulta, auxiliando pessoas a desenvolverem consciência emocional, fortalecerem vínculos e construírem relações mais saudáveis. Acredito que a transformação começa quando nos tornamos ponte entre a história que nos formou e quem escolhemos ser.
💬 E você? Que lembranças da sua infância ainda influenciam suas escolhas e emoções hoje? Compartilhe nos comentários e marque alguém que precisa ler isso. ✨ Acolher o passado é cuidar do presente.





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